sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Desculpa, é de família.

Sim. Sou extremamente distraída. Eu tenho esse problema, quando estou fazendo algo, me concentro naquilo e não adianta me pedirem ou falarem nada. Eu não registro. Não é má vontade. É que eu não registro mesmo. Acho que puxei ao meu avô, Babi. Diz a lenda que, quando meu pai tinha uns 4 anos, meu avô o levou à praia junto com o cachorro. Um pincher chamado Big. O xodó do meu avô. Foram momentos bem tranquilos até a hora em que Big resolveu dar uma volta na praia por conta própria. Saiu correndo e atravessou a rua. Meu avô, desesperado, saiu correndo atrás dele. Quanto mais meu avô corria, mais Big acelerava os passos. Meu avô concentrado em pegar o Big não percebeu que o cachorro estava voltando para casa. Quando chegou no portão, finalmente Big parou. Meu avô o pegou no colo, beijou, agradeceu a Deus por ter conseguido alcançá-lo e tocou a campainha. Minha avó abriu a porta. Esbaforido, ele contou o que tinha acontecido. Minha avó atenta ouviu a história e quando olhou para baixo para falar com o meu pai, cadê ele? Meu avô o esqueceu na praia.

ATENDENDO A PEDIDOS: esse poema inscrevi no Concurso Nacional de poesias em 1994, no Rio de Janeiro. E para a minha surpresa, hoje é um texto do livro de português - Linguagens - 7º ano - William Cereja e e Thereza Cochar Magalhães. Amei!

"O Pássaro e a Pedra"

O pássaro pousou na pedra uma vez

Fria

Intacta

Voou...

O pássaro pousou na pedra outra vez

Morna

Pegou sol

Voou...

O pássaro pousou na pedra outra vez

Pegou sol

Comeu semente

Voou...

O pássaro pousou na pedra outra vez

Pegou sol

Comeu semente

E cantou para a pedra dormir.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chegou!



Nessa incrível história, rica de lindas e modernas ilustrações, o garoto Tiago ganha uma mochila de presente de aniversário, e sua vida nunca mais será a mesma! Além de poder levar tudo que mais gosta dentro de sua mais nova companheira de aventuras, Tiago vai descobrindo que vida de criança tem de ser leve e gostosa, e não pesada como uma mochila cheia. Assim, o menino aprende que o mais importante é carregar dentro de si a liberdade de poder ser feliz.

Para mais informações, entre em contato com a equipe da Editora Brasiliense!
comercial@editorabrasiliense.com.br
www.editorabrasiliense.com.br
(11) 3062-2700

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mochilão é que nem cão: a cara do dono.

                                       

Até agora não falamos de um personagem importantíssimo da história: "o Mochilão". Se é um personagem, deveria ter expressões e atitudes. Afinal,  o mochilão é o parceiro do Tiago. Seu amigo confidente, fiel escudeiro. Quase um cachorro. Isso! Precisávamos de um mochilão com alma de um cão.  Então Du e Ana começaram a pesquisar algumas referências de mochilas. Até que chegaram na solução acima. Um mochilão com olhos, boca e, principalmente, com uma cumplicidade canina.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Traçando os traços do Tiago.



Tiago e seu cachorro nasceram, mas Edu e Ana ainda não tinham definido como seria o traço das ilustrações, a atitude dos personagens. O livro fala de um menino que ganha uma mochila. Inicialmente, ele brinca com a mochila e guarda suas coisinhas e segredos dentro dela. Mas, com o tempo, o garoto vai encontrando objetos que não foram guardados por ele. Quem teria colocado esses objetos dentro de sua mochila e por quê? Daí, Ana e Edu começaram a pensar sobre a atitude do Tiago em relação aos adultos e os adultos em relação ao Tiago. Levaram também em consideração a idade do Tiago. O menino está prestes a aprender a ler. Está começando a traçar sua historinha no mundo. Ana e Edu pensaram, então, em fazer traços finos e delicados. Um contorno quase imperceptível. O Edu, para conseguir esse efeito, ao invés de desenhar na mesa, utilizou a janela como mesa. Isso porque, ao apoiar a caneta numa superfície horizontal, o peso da mão aumentava a pressão sobre a caneta e o papel. O resultado era um traço mais grosso. Justamente o que não queriam.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Todo cachorro tem a cara do dono.

                                                                                                                                                                            
Escritora e ilustrador começaram a estudar como seria o cãozinho do Tiago. Ana enviou fotos do Lipe para o Edu. Muitos esboços foram feitos. Muitas dúvidas surgiram. De novo, algo estava faltando que eles não conseguiam descobrir. Até que chegaram em dois chachorros muito simpáticos. Ana queria escolher o que mais parecia com o Lipe. Seu cão foi adotado de uma ONG. Ele é um RSN - sem raça definida - ou seja: um legítimo vira-latas. Ele é a paixão da escritora. Por isso, foi tão difícil para ela fazer essa escolha. Até que Ana entendeu que quem era dono do cachorro na historia não era ela e sim o Tiago. Então finalmente foi decidido o amigo fiel do menino. O cão da esquerda. Afinal todo cachorro tem a cara do dono.
                             

segunda-feira, 28 de março de 2011

E o Tiago escolhido foi...

                                        
Sim, sim, o Tiago escolhido foi exatamente esse que você pensou. O Tiago número 3. O mesmo que está na parte de cima do blog. Edu acrescentou alguns traços do Luca, seu filho, e o menino ficou perfeito. Exatamente do jeito que a escritora e o próprio ilustrador imaginaram. Um menino carismático com energia e cara de um garoto de sua idade. Mas, apesar da grande satisfação com o  personagem, ainda faltava alguma coisa. Algo que tornasse o Tiago ainda mais próximo de uma criança. Algo que todas elas sonham ganhar. Ana lembrou de sua infância com o Big (um pincher folgadíssimo) e do Coke, o cachorro de seus sobrinhos e, claro, de sua atual aquisição: o Lipe. Então veio a idéia. Tiago ganhou seu mais fiel amigo: um cãozinho. Decidido isso, Ana e Edu começaram a pesquisar como seria o cão do Tiago. Como?

Esse é o Lipe.